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Sempre fico indignada com o roubo de quadros. E fico ainda mais indignada com maneira como são achados. No último dia 15, foi encontrada a última obra que faltava do roubo da Estação Pinacoteca, dia 12 de junho, a gravura “Minotauro, bebedor e mulheres” [foto], de Pablo Picasso. Sei que deveria dar pulos, mas muito me intriga como ela foi encontrada: embrulhadinha em plástico bolha e papel pardo, atrás de um eucalipto próximo a uma passarela, na rodovia Raposo Tavares. Mas que ladrões cuidadosos, não? Embrulhar direitinho para devolver a obra. “O pintor e seu modelo”, também de Pablo Picasso, estava debaixo do telhado do prédio, onde o bandido morava. Os quadros roubados, em dezembro, do Masp, foram encontrados em uma casa em Ferraz de Vasconcelos – será que esses estavam pendurados na parede da sala?

Mas o ladrão mais criativo foi o do roubo de  Campo de Papoulas perto de Vétheuil (1879), de Claude Monet, e Branches de Marronier en Fleur (1890), de Vincent Van Gogh, da coleção Emil Buehrle, recuperados em 19 de fevereiro. As obras estavam dentro de um carro estacionado em um hospital psiquiátrico. Bem que dizem que todo artista tem um pouco de louco - ok, não sou boa com piadas.

PS: Não sei por que, mas esses saques, pelo menos os nacionais, me cheiram a golpe de marketing.

 

Somos feitos de muitos

 Li, ou ouvi, isso em algum lugar, mas não sei quem é o autor. Creio que já virou um clichê. Mas o fato é que é verdade. E a arte é achar os muitos em um só. Depois de assistir ao último filme sobre o Batman e a recente montagem de Hamlet, achei que as personagens tinham algo em comum. E refletindo um pouco mais sobre o super-herói sem poderes, notei algumas semelhanças com outras personagens. Após traçar um paralelo entre Batman e outros seres da ficção, não tive dúvida de que Aristóteles tinha muita razão: “nada se cria, tudo se copia”, e diria mais: dos mais diversos lugares.

 

Dom Quixote

 

 

 Na verdade, de Dom Quixote, o Batman não tem nada. Mas assim como a personagem de Cervantes, o herói tem um fiel escudeiro. Robin, ao meu ver, seria o Sancho Pança do Cavalheiro das Trevas.

 

 

  

Drácula

 

 

  

Nada mais óbvio. Mora numa mansão gótica, seduz todas as mocinhas e se transforma no que? Morcego! Diria até que o Batman é a versão bom-moço do Conde.

 

 

  

 Hamlet

 

Seu pai foi assassinado. Fingiu-se de louco para descobrir quem o matou e vingá-lo. E para observar as pessoas, se esgueira pelas sombras. Vingar a morte do familiar, o faro de detetive para descobrir um crime… O lado sombrio do Batman é muito hamletiano.

 

 

Zorro

 

 

Dizem até que o morcegão foi baseado no herói de Johnston McCulley. Assim como Bruce, Don Diego De La Vega descende de família abastada, não tem super-poderes, luta contra os criminosos da cidade, usa máscara e capa. Poderíamos dizer até que o Sargento Gárcia tem um quê de Comissário Gordon.

 

 

  

Não concordou? Então, comente sua comparação: com quem você acha o Batman parecido?

 

Escrevendo o post sobre Edward Hopper, me lembrei de um livro que li há algum tempo: A invenção da Solidão, de Paul Auster. É uma reflexão sobre a paternidade, na visão dele como pai do pequeno Daniel e como filho do Sr. Auster; e também das solidões que nós, humanos, “inventamos”. A história e muito bonita e há várias referências a personagens solitários, como Pinocchio. Mas o que mais marcou foi uma passagem sobre o quadro O quarto, de Van Gogh:

 

A primeira impressão de A. foi de fato uma sensação de calma, de “repouso”, como o artista descreve. Mas aos poucos, à medida que tentou habitar o quarto apresentando na tela, começou a experimentá-lo como uma prisão, um espaço impossível, uma imagem não tanto de um lugar para morar, mas sim da mente que foi forçada a viver ali. Observe ali. Observe com cuidado. A cama bloqueia uma porta, a cadeira bloqueia a outra porta, a janela está fechada: não se pode entrar e uma vez lá dentro, não se pode sair. Sufocados no meio dos móveis e dos objetos do dia-a-dia no quarto, começamos a ouvir um grito de sofrimento nessa pintura e, uma vez que ouvirmos, ele não pára mais. [...] O homem nessa pintura (e é um auto-retrato, em nada diferente do retrato de um homem, com olhos nariz e lábio e queixos) ficou o tempo demais sozinho, debateu-se tempo demais no abismo da solidão. O mundo termina na porta bloqueada. Pois o quarto não é uma representação da solidão, é a própria solidão.

 

Depois que eu li isso, um quadro nunca mais foi um mero quadro. Comecei a prestar muita atenção nas obras que gosto para ver além dos elementos artísticos, além do que está óbvio e o porquê da identificação. Ao folhear o livro e ler algumas frases sublinhadas, vejo que se aproxima a hora de lê-lo de novo.

 

É arte: as passagens das leituras de Paul Auster para o seu filho, Daniel.

É fato: os poemas de Paul Auster, contidos nesse livro, são bem fracos. A Gabriela, que é fã do escritor, me disse que ele já confessou que realmente poesia não é o seu forte e não escreveria mais versos. Boa decisão!

:: A invenção da solidão, de Paul Auster. 199. Companhia das Letras. 200 págs. R$ 40,50.

edward hopper

Às vezes coloco o quadro “Cafeteria Automática” [a última imagem da galeria acima], de Edward Hopper (1882-1967), no meu MSN. E sempre vem alguém me dizer: “É o Hopper, né? Adoro ele!” E eu sempre fico a pensar por que raios alguém exclama com tanta felicidade ao dizer que adora os quadros desse americano, e não diz uma palavra mais para justifcar a adoração. Por causa da beleza estética? Talvez sim, porque seria difícil alguém gostar dos quadros dele pelo o que representam. Afinal, ninguém nunca me disse que adora a série de retirantes, principalmente “Criança morta, de Portinari, e muito menos a “Guernica”, de Picasso.

Os quadros de Hopper retratam uma solidão, um vazio. As construções sempre parecem inabitadas, as pessoas estão sempre de cabeça baixa, melancólicas, ou sozinhas - mesmo quando estão companhada por outrem. Um silêncio paira sobre suas obras. E uma luz gélida ilumina alguns pontos como fio de esperança. Luz, que Hopper trabalhava mais do que suas cores pasteis: “Meu interesse está mais voltado para a luz do que para a cor.”

Mas eu não posso afirmar que essa minha interpretação era a idéia do artista sobre seus quadros. Essas são sensações que sua obra desperta em meu inconsciente.  Pois, certa vez questionado sobre o tema freqüente da solidão presente em sua obra, respondeu: “Se o é, é de forma inconsciente. Provavelmente eu sou de temperamento solitário.”

Ok. Pode perguntar: “mas se é uma pintura tão triste, por que você gosta?” Eu gosto, porque aprecio esteticamente e gosto dos temas abordados: a solidão, a vida na cidade, a arquitetura. Gosto também da Guernica e da série os retirantes. Gosto do desconforto que me causam e me fazem refletir sobre as misérias humanas, tanto as sociais, como as mentais - que Hopper trata de maneira fascinante, forçando você ir além da aparência para enxergá-la. Ele não exagera ou estiliza a solidão e a melancolia que eu sinto em seus quadros, e sim, as supõe, de maneira muito sutil, em cenas cotidianas.

É um jogo de oposto: um grito mudo, um barulho surdo, um calor frio.

É arte: um site em português dedicado ao artista. Há informações sobre a vida e a obra do pintor, e um vasto acervo digital de suas obras: www.hopper.com.br 

É fato: vai ser difícil ver um quadro de Hopper em São Paulo, pelo menos. Pois os principais museus da cidade de São Paulo: Masp, Pinacoteca e MAC, não têm obras do pintor. E eu também não vi nenhuma em outras  instituições da cidade que já visitadas 

Consegui um lugar no meio da penúltima fileira. Ok. Não é o melhor lugar mundo, mas era o que eu podia pagar (R$ 15). Minha amiga Mariana veio para cá só para vê-lo. Considerávamos um show histórico, mesmo: quando mais teríamos a chance de ver João Gilberto? O último sinal tocou. A luz baixou. E um senhorzinho com um violão apontou no palco. Acomodou-se no seu banquinho. Deu um tímido boa noite, que foi respondido com empolgação pela platéia.  Juntou-se ao seu violão, ajustou o microfone e começou: “vai minha tristeza e diz aaaoooo elllaaaaooo quiiiiiooooo seeeeeemmmmmmm eeeeeeeelaaaaaa…” [som de disco sendo riscado]

 Era para ter sido assim – sem o disco sendo riscado, óbvio –, se eu tivesse conseguido comprar os ingressos. No dia 05 de agosto, sai antes da primeira aula acabar e fui ao laboratório de readação, onde ficam os computadores da faculdade, começar a saga: compra dos ingressos para o show do João Gilberto. As dez horas em ponto, quando o site da ticketmaster disse que começaria a venda de ingresso, eu comecei a eu ligar para o televendas. Mas tudo que podia dar errado, deu: o site saiu do ar e pelo telefone só dava ocupado. Foram mais 250 ligações feitas pelo celular e incontáveis “atualizar” no site. E nada!

A pane só foi normalizada quase depois de uma hora da venda de ingressos ter começado. E quando eu consegui entrar em contato, todos os lugares tinham sido comprados. Segundo o site da Folha de S. Paulo, em menos de 90 minutos, os 1.612 ingressos para as apresentações já estavam esgotados.

 A justificativa de venderem apenas por telefone era de evitar a frustração da pessoa ficar horas na fila e não conseguir ingressos. Mas e frustração das pessoas de ficarem penduradas no telefone e na frente do computador e não conseguiram?

 :: João Gilberto. 90 min. Auditório do Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portão 2, tel. 3629-1075). R$ 15/ R$ 330 [ESGOTADO!]. Até 14-15/08 às 21h.

Este post apenas cita o filme do título

Numa manhã de domingo, lendo o jornal e ouvindo a seleção da LastFM de cantores parecidos com Chico Buarque, começou a tocar a música “So in love”, na versão de Caetano Veloso. Então, o mundo parou. Aquela música despertou, em mim, algo. Dei um YouTube (o que seria da minha memória sem esse site?), para relembrar da linda cena [vídeo acima] do filme “De-lovely - Vida e Amores de Cole Porter”, que toca essa música. Passei uma semana ouvindo a canção alternando apenas os cantores: ora com a Ella Fitzgerald, ora com Caetano, depois a versão só do piano de Andrew Hill. (Quem tiver a versão com Kevin Kline, por favor, me manda: ksergiogomes@gmail.com)

 

Quando a ouvi pela 497ª, me veio um conto na cabeça. Um conto baseado na cena que Cole Porter (Kevin Kline) canta “So in love” para Linda (Ashley Judd) [vídeo acima]. Escrevi o começo, mas me sentir incapaz de terminar. Então, mandei para o meu parceiro literário, Bruno, para que ele  completasse e continuasse o primeiro parágrafo. Havia um espaço em branco em que queria citar uma cena romântica que tivesse alguma coisa a ver, mesmo que mínima, com a história que tinha em mente.

 

O espaço em branco no conto era um reflexo da lacuna no meu, ainda pequeno, repertório literário. Sempre me recusei a ler histórias de amor. Achava ridículo essas meninas romanticazinhas, especialmente, as que aos 13/14 anos se diziam apaixonadas. Quando tinha essa idade via o amor com algo grande demais para alguém tão imaturo sentir. Era um sentimento muito nobre para gastar ainda criança. Era, pra mim, algo realmente de adultos. Mal sabia eu que essa era uma visão extremamente romântica. 

 

Mas bem, mandei para o Bruno, ele continuou como eu pedi e completou o espaço. Mas eu já tinha uma história em mente, e quando li a parte dele, notei que não era mesmo a mesma que a minha. Então decidimos cada um continuar por si, pois ele gostou da idéia. E eu me deparei novamente com o dilema de descrever cenas românticas e com bendito espaço – porque não queria a obra que meu amigo mencionou. Corria o olho por todos os livros que estão na minha estante. Forçava a mente para me lembrar de pelo menos uma cena de amor lida na vida. Nada. Nada. Nada. Então, respondendo um e-mail sobre grafias, escrevi o meu nome e me veio a mente: “Anna Karenina”, de Tolstói. Li, porém, o livro emprestado da biblioteca e de maneira muito porca (prometo comprar e ler a edição da Cosac Naify, quando me sobrar os dois tempos: o das horas e o do capital). Não tinha como folheá-lo e nem o google me ajudou a reavivar minha memória. Decidi, assim, apenas citar que a minha personagem lia a cena do encontro amoroso entre Karenina e o Conde Alexei Vronsky, sem maiores detalhes.

 

O romance de Tolstói não tem nada a ver como o meu fraco continho, mas serviu para completar o espaço. Vou começar agora ler romances, não por gosto, mas como exercício. Vai que um dia eu sinta novamente a  vontade de escrever algo melado de água com açúcar.

 

É arte: a seleção das músicas de Cole Porter no filme De-lovely – Vida e Amores de Cole Porter. E a interpretação de Kevin Kline.

É fato: os números musicais de alguns cantores que aparecem no filme são péssimos. Deu pena da Daina Krall. Deixem-na no piano!

 

Portinaris, picassos, segalls, lichtensteins, warhols… e agora Caravaggio. Desde o ano passado, machetes nos jornais anunciam roubos de obra de arte. Em dezembro, roubaram “O Lavrador de Café”, de Cândido Portinari, e “O Retrato de Suzanne Bloch”, de Pablo Picasso, do Masp. Em junho, foi a vez da Estação Pinacoteca de onde foram saqueadas quatro obras da coleção Nemirovsky: ”Mulheres na Janela”, óleo sobre cartão de Di Cavalcanti; ”O Pintor e seu Modelo”  (já encontrado e devolvido) e ”Minotauro, Bebedouro e Mulheres”, gravuras de Pablo Picasso; e ”Casal”, guache sobre cartão de Lasar Segall. No dia 18 de julho, na Suécia, foram roubados: “Mickey Mouse” e “Superman”, de uma série conhecida como “Mitos”, de Andy Warhol, e “Crak”, “Sweet Dreams, Baby!” e “Dagwood”, de Roy Lichtenstein - que pertenciam a um museu próximo a Estolcomo. E hoje, se não bastasse, o quadro “A prisão de Cristo”, atribuído ao pintor Caravaggio, foi roubado do Museu de Arte Ocidental e Oriental de Odessa, na Ucrania.

 

Gostaria de saber o que se passa na cabeça de uma pessoa que encomenda roubos de quadros. Seria para enfeitar a sala? Gosto tanto de voltar a museus para rever obras queridas, como… É melhor não falar para não dar idéia de roubarem minhas obras favoritas, que estão exposta por aí. Mas se alguém souber me explicar como funciona o roubo de obras de arte, por favor, não hesite em entrar em contato. Tenho muita curiosidade em saber até que ponto esse crime compensa. Parece que quem participou do roubo das obras do Masp lucrou cerca de 20% do valor dos quadros roubados. É uma grana considerável. Mas e o mandante? Se tem tanto dinheiro assim porque não tenta adquirir obras em leilões? Ou se gosta tanto de arte, porque não ajuda intituições, artistas novos. Precisa mesmo roubar as de museus? Vamos compartilhar! Qual é a graça de ter uma raridade que só você, e outro poucos comparsas, poderão ver?

Vibro a cada avanço da ciência. Mas hoje a notícia da descoberta de uma pintura do pintor Van Gogh, com um super-potente raio-X, me despertou uma raivinha. Por que raios ficam bisbilhotando a obra alheia? Se Van Gogh recobriu a primeira pintura, que seria um retrato de mulher, com bruscas pinceladas verdes e o nomeou de: “Patch of grass”; era porque ele queria que aquilo fosse um pedaço de grama, não o retrato de uma mulher.

Enfim, é como alguns escritores que deixam diários, cartas em testamento para alguém com o pedido de nunca publicar, e o amigo da onça vai lá e publica. E a gente ainda fica feliz em poder lê-los. Vide “Carta ao Pai”, de Fraz Kafka.

 

Todos sabem que sou da turma do banquinho e vilão, do sax e até de um bom pandeiro tocado numa roda. E por ter pai nordestino, não dispenso uma zabumba, um triângulo e uma sanfona. Mas, por esses dias, reparei o considerável número de músicas classificadas como “indie” no meu itunes. E o que é esse tal “indie”?

 

Dentre os classificados neste estilo estão: a canadense, Feist; a dupla norueguesa, Kings of Convenience; e a dupla inglesa do Psapp. Para mim, a Feist era pop; Kings of Convenience, algo mais… acústico; e Psapp, um eletrônico bem levinho (pois eu não gosto de bate-estaca). Mas que sonoro engano. No itunes, todos eles se resumem a um único estilo: indie!

 

Então, resolvi perguntar às meninas, que trabalham comigo e gostam desses mesmos artistas: “Gente, o que é esse tal indie?” Mafê: “Ah, é uma música que você canta balançando a cabeça e batendo na perna”, e fez a tal dancinha. Rosana: “Ah, é um eletrônico, pop, rock, alternativo”. Eu: :-/. Vendo que dali ninguém saberia me explicar, o Renato resolveu entrar na conversar e definir: “Primeiro, indie é um movimento, não estilo. O indie vem de independent. Começou na Inglaterra, com as bandas de rock independente.”

 

Mas eu não gosto de rock! O máximo que eu escuto de guitarra-elétrica e bateria são: The Beatles, Elvis, Los Hermanos (a última fase) e o cd “Nove Luas” dos Paralamas do Sucesso. E os artistas classificados como indie nem bateria e guitarra-elétrica utilizam. Mas para tudo hoje existe a wikipédia: “indie, do inglês é a abreviação (no diminutivo) de independent (em português, independente), se aplica, na indústria de artes e performance, para os músicos, produtores e artistas que ainda não tem contratos de press and distribution (PD, ou imprimir e distribuir) e lançam os seus projetos independentemente. [...] O termo entrou em uso no início da década de 1980, quando muitos músicos e produtores atuaram independentemente para entrar na indústria comercial.”

 

Bem, pelo que eu entendi qualquer música pode ser indie. Teatro Mágico poderia se classificar como indie se quisesse, não? O fato é que Feist, Kings of Convenience e Psapp (indie ou não), cada um ao seu estilo, têm, em comum, melodias delicadas. São músicas para quase todos os momentos – com algumas dá até para fazer a dancinha da Mafê. Mas eu diria que são especialmente para se ouvir sozinho. Aquelas que acompanham madrugas na frente do computador, a ida para o trabalho e a volta para casa - ou que você põe no último volume para cantar limpando o seu quarto.

 

Fico devendo um post para falar mais sobre cada artista.

 

É arte: todas as faixas da seleção que fiz na fita acima. Clique nela ou aqui para conferir.

É fato: é muito difícil encontrar os cds desses artistas no Brasil. E quando acha, é muito caro.

Em outros dois post, que já foram para gaveteiro [memória de bienais e #2], comentei sobre a minhas visitas a bienais e minha opinião sobre a que está por vir. Hoje, o site da Fundação Bienal divulgou a lista dos quarenta artistas convidados:

1- Alexander Pilis (Rio de Janeiro, Brasil, 1954. Vive em Barcelona)
2- Allan McCollum (Los Angeles, EUA, 1944. Vive em Nova York)
3- Ângela Ferreira (Maputo, Moçambique, 1958. Vive em Lisboa)
4- Armin Linke (Milão, Itália, 1966. Vive em Milão)
5- assume vivid astro focus (Formado em 2000. Baseado em Nova York e Paris)
6- Carla Zaccagnini (Buenos Aires, Argentina, 1973. Vive em São Paulo)
7- Carlos Navarrete (Santiago, Chile, 1968. Vive em Santiago)
8- Carsten Höller (Bruxelas, Bélgica, 1961. Vive em Estocolmo)
9- Cristina Lucas (Jaén, Espanha, 1973. Vive em Madri)
10-  Dora Longo Bahia (São Paulo, Brasil, 1961. Vive em São Paulo)
11-  Eija-Liisa Ahtila (Hämeenlinna, Finlândia, 1959. Vive em Helsinque)
12-  Erick Beltrán (Cidade do México, México, 1974. Vive em Barcelona)
13-  Fernando Bryce (Lima, Peru, 1965. Vive em Berlim)
14-  Fischerspooner (Formado em Nova York, EUA, 1998. Vivem em Nova York)
15-  Gabriel Sierra (San Juan de Nepomuceno, Colômbia, 1975. Vive em Bogotá)
16-  Goldin+Senneby (Formado em Estocolmo, Suécia, 2004. Vivem em Estocolmo)
17-  Iran do Espírito Santo (Mococa, Brasil, 1963. Vive em São Paulo)
18-  Israel Galván (Sevilha, Espanha, 1973. Vive em Sevilha)
19-  Javier Peñafiel (Zaragoza, Espanha, 1964. Vive em Barcelona)
20-  João Modé (Resende, Brasil, 1961. Vive no Rio de Janeiro)
21-  Joan Jonas (Nova Iorque, EUA, 1936. Vive em Nova York)
22-  Joe Sheehan (Nelson, Nova Zelândia, 1976. Vive em Wellington)
23-  Leya Mira Brander (São Paulo, Brasil, 1976. Vive em São Paulo)
24-  Los Super Elegantes (Formado em San Francisco, EUA, 1995. Vivem em Los Angeles)
25-  Mabe Bethônico (Belo Horizonte, Brasil, 1966. Vive em Belo Horizonte)
26-  Marina Abramović (Belgrado, ex-Iugoslávia, 1946. Vive em Nova York)
27-  Matt Mullican (Santa Mônica, EUA, 1951. Vive em Nova York)
28-  Maurício Ianês (Santos, Brasil, 1973. Vive em São Paulo)
29-  Mircea Cantor (Oradea, Romênia, 1977. Vive em Paris)
30-  Nicolás Robbio (Mar Del Plata, Argentina, 1975. Vive em São Paulo)
31-  O Grivo (Formado em Belo Horizonte, Brasil, 1990. Vivem em Belo Horizonte)
32-  Paul Ramirez Jonas (Pomona, EUA, 1965. Vive em Nova York)
33-  Peter Friedl (Oberneukirchen, Áustria, 1960. Vive em Oberneukirchen)
34-  Rivane Neuenschwander (Belo Horizonte, Brasil, 1967. Vive em Belo Horizonte)
35-  Rodrigo Bueno (São Paulo, Brasil, 1967. Vive em São Paulo)
36-  Rubens Mano (São Paulo, Brasil, 1960. Vive em São Paulo)
37-  Sarnath Banerjee (Calcutá, Índia, 1972. Vive em Nova Délhi)
38-  Sophie Calle (Paris, França, 1953. Vive em Paris)
39-  Valeska Soares (Belo Horizonte, Brasil, 1957. Vive em Nova York)
40-  Vasco Araújo (Lisboa, Portugal, 1975. Vive em Lisboa)

Mais informações nos próximos posts.

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