Quando ouvi Amy Winehouse pela primeira vez, eu pensei: essa mulher deve ser uma daquelas negonas de Nova Orleans da época do Ray Charles. Mas que engano. Amy Winehouse tem 24 anos, é branca, inglesa e exibe tatuagens e piercings no corpo. E o seu visual é tão contrastante quanto suas músicas.
Piercing e tatuagens se misturam a maquiagem e roupas da década de 1950. E essa mistura se reflete no seu trabalho. A voz potente (igual à de Ella Fitzgerald) canta abertamente sobre seus relacionamentos que não deram certo, como nenhuma boa menina há 50 ousaria falar. Eu até já classifiquei para algumas pessoas como música de traídos modernos. Se as letras não são nenhum primor, o arranjo te conquista. A melodia é resultado de uma mistura entre o soul, jazz e batidinha eletrônica leve. As faixas Rehab, Back to black e Tears dry on their own são de ouvir muitas vezes. Para ouvir a Amy Winehouse, uma dica: esqueça o conteúdo e curta o som.
É arte: o backing vocal de algumas músicas como de Me and Mr Jones.
É fato: Amy já teve vários problemas com bebida e drogas.
Publicado em: na vitrola





julho 25th, 2011 → 22:55
[...] O primeiro post desse blog, em 11/11/2007, foi sobre Amy Winehouse. E quem diria que três anos depois estaria aqui escrevendo sobre sua morte. Por mais que fosse esperado, ouvir na rádio Alpha que a cantora tinha falecido me causou uma tristezinha. Sei lá, talvez seja aquela falsa impressão de que jovens não morrem. Na época em que escrevi aquele post, achava que a cantora fazia tipo de drogada disfarçada em seus trajes românticos dos anos cinquenta. Um tipo feminino de James Dean (que também morreu jovem). [...]