28ª bienal – vivo contato: coletiva de imprensa
Ivo Mesquita foi conduzido de cadeira de rodas, até o auditório da Bienal, pela curadora Ana Paula Cohen. Visto que nenhum jornalista, ali dentro, deu atenção ao fato, Ivo olhou a platéia por um tempo, se levantou da cadeira e saiu mancando. Essa poderia ser a maior notícia da coletiva, pois quase nada de diferente do que saiu na mídia recentemente foi dito: que essa bienal, ao contrário do que dizem, não é uma bienal do vazio; todos assumem que há uma crise institucional e financeira, mas Ivo Mesquita, Ana Paula Coen, Jacopo Crivelli Visconti e Manoel Francisco Pires da Costa evitaram falar sobre o assunto, voltando sempre no argumento de que a Bienal é um modelo a ser repensado; blablablá…
A única novidade, pelo menos para mim, foi a resposta de Ana Paula Cohen a uma jornalista da Folha Online, que perguntou se eles temem algum tipo de vandalismo, como o que aconteceu na galeria Choque Cultural. Ana Paula disse que não só temem, como já sabem, que o mesmo “artista” que organizou o ataque à galeria e à Faculdade Belas Artes, também está tramando uma de suas manifestações na Bienal. Segundo as informações da curadora, ele planeja pichar todo prédio e também todas as obras dentro. Mas os curadores afirmam que já tomaram as precauções necessárias.
Depois da coletiva, fomos visitar o prédio. Eu pensava que já veria a Bienal praticamente montada. Mas não foi isso o que eu vi. Pronto, mesmo, só estava o vazio do segundo andar, o tobogã do Höller, os quadros de Allan Mc Collum e outras poucas obras. Eram as caixas, como a da foto, que predominavam no espaço. Vamos ver como estará amanhã.





fina demais