por quê?

Quando tinha quinze anos, decidi fazer meu primeiro blog, o **Expresso K**. A princípio só sabia que não queria escrever sobre minha vida, nem sobre o nada, nem sobre o tudo, nem sobre a metafísica ou muito menos sobre elasticidade do rabo da lagartixa. Então, eu resolvi que escreveria sobre o que eu mais gostava: arte. Expressava minha opinião sobre música, literatura, teatro, artes-plásticas. Às vezes, indicava uma exposição, um filme no cinema, ou um livro; outras, apenas argumentava sobre um quadro, uma música, ou um poema.

Crescer, no entanto, faz a gente mudar e, muitas vezes, ficar besta. Acabei não embarcando mais naquele Expresso. Porém, uma vez picada pelo verbo postar, você vai querer postar sempre. Tentei outros que foram igualmente abandonados.

Certo dia, eu tive um insight, e me deu vontade de voltar com a idéia do **Expresso K**. Mas não podia ser o mesmo, porque como diz a música “nada será como antes”. Então, ele não será mais um expresso, e sim um artefato; mais que isso, um artefato k.

A idéia é mesma dos meus quinze anos: comentar sobre o meu cotidiano cultural. Mas agora quem escreve é uma guria já na faixa dos vinte, quase jornalista com diploma e mais apaixonada do que nunca por jornalismo e mundo cultural.

:: artefato.k – fazendo da arte um fato, e do fato uma arte ::

  1. Ana Carolina Lima Braga
    03/04/2008 às 1:22 | #1

    uma guria na faixa dos vinte…
    então tá na melhor faixa! =)

    Mas sabe, mesmo expressando a nossa opinião sobre arte, seja ela na música, na pintura, na literatura, mesmo assim, acabamos, indiretamente, falando da nossa vida… afinal, há como separar a arte da vida? você consegue?

  2. Daniel Valente
    08/04/2008 às 12:27 | #2

    Bem dito Ana Carolina!

    A arte imita a vida ou é a vida que imita a arte? Essa Shakespeare iria adorar!

  3. 08/04/2008 às 13:23 | #3

    Repetindo o que disse a Ana, no blog dela:

    Acho que a gente não separa (pra mim, isso é impossíve), a gente soma. Minha vida é uma soma de arte + jornalismo, mas que nem sempre conseguem andar juntos :-( . O melhor mesmo é seguir o conselho do F. Pessoa:

    “Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda brilha, porque alta vive”.

    Ou seja, tentar ser uma grande jornalista sem perder a alma de artista (hehehe, rimou!).

    E, Daniel: arte imita a vida, que imita a arte! ;-)

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