feriado = ficar em casa
O crítico inglês Kenneth Tynan dizia que a cidade onde nasceu era um “cemitério sem muros”. E para mim, a cidade onde moro hoje (Barueri) é, com toda certeza do mundo, um “cemitério sem muros”. Então, nesses dias de feriado, que o povo todo viaja, eu decidi me esquecer em casa. Cinema ficou por conta dos filmes alugados do catálogo da locadora perto de casa: Perfume de Mulher, Paris Texas, Pulp Fiction, O Mesmo Amor, A Mesma Chuva, Obrigado por Fumar e Harry Potter & Ordem da Fênix (tá pensando o quê? Eu também curto um blockbuster).
Entre uma sessão sofá e outra, rola uma disco. Reinvento todas as coreografias que John Travolta me ensinou nos Embalos de Sábado à Noite. E já que eu não tenho um Al Pacino para me conduzir [vídeo], enquanto limpo o quarto arrisco uns passos de tango com a vassoura, mas ao som de Gato Barbieri.
À noite antes de dormir, faço um bico como enfermeira do Chico Buarque, que chora sobre o Leite Derramado para mim.
Até que passar o feriadão sem sair de casa não é tão ruim, né?












:: na palavra de outros