rogério rochlitz – cores
Eu sei que todos já estão cansados de me ouvir falar na sigla tcc. Mas as descobertas são sempre tão boas que sinto vontade de compartilhar com todos. Por exemplo, o cd Cores, de Rogério Rochlitz, o qual ele me deu porque a capa foi ilustrada por Regina Silveira. Rogério é músico e já fez a trilha de alguns trabalho da artista, como Lunar e Mil e um dias, por isso o entrevistei. Além da entrevista ter sido produtiva, o cd foi um ótimo presente.
Nunca fui muito fã de música instrumental, mas desde que o Yann Tiersen apareceu na minha vida, gosto cada vez de ouvir só as vozes dos intrumentos e outras experimentações de som. Cores tem algo do Hermeto Pascoal, da valsa de Tom e das Bachianas de Villa-Lobos — especialmente em Filarmônica Chipônia. E não teve como não lembrar do chorinho Atraente e dos maxixes de Chiquinha Gonzaga quando ouvi Mashish.
Cores é daqueles cds de que você gosta da primeira a última faixa e coloca no repeat para ouvir tudo de novo várias vezes seguidas.
É arte: e eu não diria o contrário, a capa do cd ilustrada por Regina Silveira [abaixo]. Detalhe: a silhueta é a mão da própria artista.

É fato: eu acho Cores um trabalho mais maduro do que Carro de Boy (disponível para download), lançado em 2004. Gostei muito de Mendocina Uno, que tem uma pegada mais romântica de filmes da década de 40, mas o que predomina no cd são composições de influência nordestina.
:: Cores, de Rogério Rochlitz. 2008. Instrumental. S/Preço
















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