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Posts Etiquetados ‘fotos’

henri cartier-bresson: fotógrafo

Henri Cartier-Bresson não era um fotógrafo excepcional de arquitetura ou paisagem. Mas era um incrível ladrão de almas, como diria minha amiga Ana Cláudia Crispim. Agia como bons larápios, na surdina, de forma ligeira, sem qualquer luz (flash) para registrar seus “crimes”. CLIC! A vítima nem sentia que tivera sua alma aprisionada. Bresson agia dessa forma porque acreditava que desse modo conseguia capturar a essência das pessoas. Por isso se esgueirava entre os postes, segurava a câmera de forma discreta, e agia rápido na hora de enquadrar e apertar o botão. Ele dizia que ser fotógrafo era como ser um cozinheiro – um bom cozinheiro, diga-se –, tinha de saber exatamente a quantidade de luz que precisava deixar entrar para conseguir uma boa foto, assim como o cozinheiro sabe a quantia exata de tempero. E nas 133 fotos, pertencentes ao acervo da Agência Magnum e expostas no Sesc Pinheiros, Bresson mostra que essa receita ele sabia de cor e salteado.

É arte: o documentário sobre o fotógrafo em exibição no térreo.

É fato: livro de fotografia é muito caro. Henri Cartier-Bresson: Fotógrafo foi publicado originalmente em 1979, e chega agora ao Brasil pela Cosac Naify,. O livro traz 155 selecionadas pelo próprio Bresson e custa: R$ 170! (Um excelente presente de aniversário, não? Faço anos dia 02/12 #ficaadica)

:: Henri Cartier-Bresson: Fotógrafo – Sesc Pinheiros Térreo e 2º andar: R. Paes Leme, 195 – Pinheiros – Oeste. Tel.: 3095-9400. Terça a sexta, das 10h30 às 21h30.; sábados, domingos e feriados, das 10h30 às 18h30. Grátis!

no meio do rio

No meio do caminho, entre a favela Real Parque e o Hotel Hilton, tem um monumento: a ponte Octávio Frias de Oliveira, ícone do atual centro financeiro de São Paulo

REPORTAGEM Julia Alquéres e Karina Sérgio Gomes (4o  ano de Jornalismo) IMAGEM Rafael de Queiroz (3o  ano de Jornalismo), Karina Sérgio Gomes e Tom Costa (4º ano de Jornalismo)

tomcosta_ponte

FOTOGRAFAR o novo símbolo de poder da cidade, a ponte Octávio Frias, mais conhecida como Ponte Estaiada, não foi tarefa fácil. Rafael de Queiroz visitou a favela Real Parque para saber por qual ângulo aquelas pessoas, que vivem com uma renda mensal que varia de um a três salários mínimos, veem o novo monumento paulistano de quase 138 metros de altura e que custou R$ 260 milhões.

Tom Costa subiu no mais alto dos prédios do condomínio onde também fica um dos hotéis mais luxuosos de São Paulo, o Hilton, cuja diária da Suíte Residencial, para uma pessoa, com vista para a ponte e seus 144 estais (cabos de sustentação), custa R$ 979.

Karina Sérgio Gomes visitou o local mais de uma vez para conseguir captar o exato tom de dourado que reflete nos prédios das Avenidas Nações Unidas e Engenheiro Luís Carlos Berrini, o novo centro financeiro da cidade, que desde os anos 1990 abriga as sedes de empresas multinacionais do setor terciário.

karinasergiogomes_ponte

ponte_rafaelqueiroz

O complexo viário liga a Avenida Jornalista Roberto Marinho à Marginal Pinheiros no Brooklin, zona sul de São Paulo. Para os cerca de 6 mil moradores da favela do Real Parque,  que não possuem carro, a Ponte não tem serventia alguma. Já para os motoristas, se tornou uma nova opção de caminho. Em horários de pico, cerca de 1000 veículos atravessam a ponte por hora.

ponte_tomcosta

ponte_karinasergiogomes

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oscar 2009 por annie leibovitz

Gosto de cinema, mas não sou uma cinéfila de plantão — dos indicados ao oscar só vi Batman e Vick Cristina Barcelona. Por isso nem pensava em postar algo sobre o Oscar. Ao ver, porém, as fotos dos indicados ao prêmio feitas por Annie Leibovitz e publicadas pela Vanity Fair, mudei de idéia. Fotografia é uma das minhas paixões, e Leibovitz é uma fotógrafa de mão cheia [confira a galeria acima]. Apesar das fotos não serem muito inventivas — são bem sérias e sóbrias (repare nas cores em escala de cinza e apenas a pele humana em tom mais rosado, no entanto, frio) –, elas têm elegância e são charmosas. Assim como as imagens em p&b que vemos das divas de Hollywood.  Aliás, a única foto em p&b da série,  com o Heath Ledger, foi realizada com a ajuda do São Photoshop. O que não desqualifica o trabalho de Leibovitz, que com sua lente capta muita expressão e personalidade de seus fotografados. A Gabriela, minha amiga literata, comenta, às vezes, que ela queria ter escrito um ou outro livro que leu; no meu caso: como eu queria ter batido a foto do Woody Allen com a Penélope Cruz…

são paulo: 455 anos

Eu, que nasci em seu pulmão (Ibirapuera) e estudo na sua carteira ( Av. Paulista), apresento para vocês a minha São Paulo:

 

silhueta

reflexos da beleza

a ponte [japonesa]

estação da luz

catedral da sé

copan

banespão

Podem dizer que ela é feia, mal-cuidada, o caos. Mas nenhuma outra cidade me explica ou me entende melhor. São Paulo é linda! Basta saber olhar…

28ª bienal – vernissage e bastidores

[os recursos ainda são precários, mas eu estou aprendendo...]

O horário de abertura para imprensa era às 14h, mas só nos deixaram entrar às 15h. E descobrir qual era a entrada foi um sacrifício. Todo segurança dizia para tentar a próxima, então, você dava a volta no prédio todo e não consegui encontrar a porta certa. Enquanto isso, conversei com um povinho com quem eu adoro trocar uma idéia: os educadores de exposição. Eles me contaram que todo o processo para a seleção da ação educativa foi muito rápido, mais ou menos assim: mandaram o currículo num dia, no seguinte, foram chamados para entrevista, e, no outro, já tiveram que comparecer à Fundação para as palestra com os artistas. Situação que ilustra a maneira como foi organizada essa Bienal: às pressas.

Durante a espera, descobri: já começaram a vandalizar a Bienal. Alguém, não se sabe como, não se sabe quem, colou adesivos em várias colunas do andar: Planta Livre, tentado preencher o vazio. Por conta disso, a segurança foi reforçada e aos educadores foi recomendado que prestassem o dobro de atenção em qualquer movimentação suspeita. Mas quando liberaram para a imprensa poder circular pelo prédio, por volta das 15h30, já estava tudo limpo – o que talvez justifique o atraso. Porque atraso do curador não foi, cruzei com o Ivo Mesquita chegando, por volta de 12h30, com seu já tradicional tênis laranja e uma sacola – dessas de feira – na mão, andando apressado em direção ao prédio.

Após a cerimônia de abertura, que contou com a presença de autoridades como o Secretário da Cultura, José Sayad, e o subprefeito Andrea Matarazzo, os convidados e a imprensa puderam visitar a Bienal. Eu ainda não consegui ver tudo direitinho, pois não pude ficar muito tempo devido às minhas obrigações acadêmicas, que me esperavam. Mas vc poderá  conferir parte das minhas peripécias no vídeo que postarei. Aguarde! acima. 

 PS – Tentei mandar mensagens pelo twitter sobre o que estava acontecendo, mas o único computador, que havia na sala de impressa, não tinha conexão.

28ª bienal – vivo contato: coletiva de imprensa

resumo da bienal

resumo da bienal

Ivo Mesquita foi conduzido de cadeira de rodas, até o auditório da Bienal, pela curadora Ana Paula Cohen. Visto que nenhum jornalista, ali dentro, deu atenção ao fato,  Ivo olhou a platéia por um tempo, se levantou da cadeira e saiu mancando.  Essa poderia ser a maior notícia da coletiva, pois quase nada de diferente do que saiu na mídia recentemente foi dito: que essa bienal, ao contrário do que dizem, não é uma bienal do vazio; todos assumem que há uma crise institucional e financeira, mas Ivo Mesquita, Ana Paula Coen, Jacopo Crivelli Visconti e Manoel Francisco Pires da Costa evitaram falar sobre o assunto, voltando sempre no argumento de que a Bienal é um modelo a ser repensado; blablablá…
A única novidade, pelo menos para mim, foi a resposta de Ana Paula Cohen a uma jornalista da Folha Online, que perguntou se eles temem algum tipo de vandalismo, como o que aconteceu na galeria Choque Cultural. Ana Paula disse que não só temem, como já sabem, que o mesmo “artista” que organizou o ataque à galeria e à Faculdade Belas Artes, também está tramando uma de suas manifestações na Bienal. Segundo as informações da curadora, ele planeja pichar todo prédio e também todas as obras dentro. Mas os curadores afirmam que já tomaram as precauções necessárias.
Depois da coletiva, fomos visitar o prédio. Eu pensava que já veria a Bienal praticamente montada. Mas não foi isso o que eu vi. Pronto, mesmo, só estava o vazio do segundo andar, o tobogã do Höller, os quadros de Allan Mc Collum e outras poucas obras. Eram as caixas, como a da foto, que predominavam no espaço. Vamos ver como estará amanhã.