A inculta flor dos metrôs


[Crônica para site de Cultura Geral]

 

“Atenção! Devido a pobrema na linha 1 do metrô os trem estão circulano com velocidade reduzido. Atenção! Usurário, probrema na linha um.”  Assim recebi a notícia de que os trens da linha azul estavam com problemas. E não foi só dessa vez. Minutos antes, na estação Vila Madalena, havia uma fila de mais ou menos três metros para atravessar a catraca, e foi quando um dos passageiros avisou que tinha acabado de vir da estação Liberdade e que lá o caos imperava. A situação na malha metroviária não anda muito bem.

Na língua portuguesa também não. A constatação foi positiva. Na próxima parada, estação Sumaré, a mensagem foi repetida: “Atenção! Devido a pobrema na linha 1 do metrô os trem estão circulano com velocidade reduzido. Atenção! Usurário, probrema na linha 1.” Oração ouvida nas outras paradas também.

O riso e o buchicho uniram os usuários por alguns minutos enquanto confirmavam a realidade do que tinham ouvido. Talvez isso tenha sido uma tática dos metroviários: se não podem parar os metrôs, parem a língua portuguesa. Mas quiçá esse seja o sinal de que os brasileiros aprenderam a lição com Oswald de Andrade: “Me dá um cigarro!”.

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