as invasões bárbaras


Está em cartaz, em poucos cinemas, “A Era da Inocência“, de Denys Arcand, o mesmo diretor de “As invasões bárbaras” e “Declínio do império americano”. Como eu ainda não assisti ao que está em cartaz, comentarei sobre o segundo filme do diretor: “As Invasões Bárbaras“, que, com certeza, vale muito a pena assistir. 

 

O câncer invade o corpo. A droga invade o organismo. A vida invade nossos pulmões quando inalamos o ar. Os filhos invadem nossas vidas

Assim vivemos, sendo invadidos o tempo todo, a cada segundo, a cada respiro, a cada picada de espinho da rosa. Algumas dessas invasões podemos dizer que são bárbaras. Porque são rudes, cruéis, feroz. Ou porque nos causa admiração, surpresa, espanto. Porque, simplemente, é Bár-ba-ro! (seja para o bem ou para o mal)

E assim é também o filme: “As invasões bárbaras”, de Denys Arcand. Rémy (Rémy Girard) está na fase terminal da invasão de um câncer. Seu filho ausente, Sébastien (Stéphane Rousseau), quer dar o melhor para o pai em seus últimos momentos na terra, e não impõem limites para isso. Engole os erros cometidos por Rémy no passado, seus princípios, corrompe pessoas, margeia a ilegalidade das drogas… tudo para que o pai possa viver até o último segundo como sempre viveu: tendo prazer, aproveitando, se doando ao seus desejos, sendo feliz

É nessa relação distante-próxima, de pai e filho, que o enredo é construído. Salpicado com algumas críticas ao imperialismo do capitalismo e ao moralismo da sociedade, o filme mostra que, apesar do pesares, o mundo não é correto, as pessoas não são corretas. Se a vida é curta, então, que seja intensa – pensa Rémy.

A vida está num instante, ela se faz em um momento, ela se vale de um momento. Do abraço no pai, da cena de um filme, do brinde, do recusar uma taça de vinho pois sabe que já não dá mais, da lágrima, de amigos – que não precisam ser corretos, só tem que estar lá… na hora certa.

É arte: A música tema: L’amitié, cantada por Françoise Hardy – Composição: Paroles: Jean-Max Rivière. Música: Gérard Bourgeois 1965.

É fato: As invasões Bárbaras é continuação de “O declínio do Império Americano”, em que você consegue entender melhor as atitudes e história das personagens. Mas este é um filme para quem gosta de muito diálogo e pouca emoção. É somente um filme introdutório para o que acontece no segundo.

:: As Invasões Bárbaras: Canadá, 2003. 99 minutos. Drama. Direção: Denys Arcand.

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