jornal na arte, arte no jornal


[Matéria para o Site de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero (30/10/2008)]

K. Sérgio Gomes

as duas primeiras edições do 28b. atrás: museumuseum, de mabe bethônico. clique na imagem para abrir a galeria de fotos

 Por Karina Sérgio Gomes, 3° ano de Jornalismo

  28b é distribuído gratuitamente às sextas-feiras junto ao jornal Metro 
 

Para que serve uma Bienal? Essa é a pergunta que a 28ª Bienal de São Paulo – “Em vivo Contato” tenta responder. E para refletir sobre a função de uma grande exposição como essa hoje em dia, a mostra traz, além do polêmico espaço vazio no segundo andar, ciclos de palestras e um jornal, o 28b.

A publicação, segundo Ivo Mesquita, curador dessa edição da Bienal, tem a função de expandir o público de visitantes: “Com o 28b pretendemos ampliar o serviço da Bienal. Ir além dos leitores de O Estado de S. Paulo e Folha.” O jornal está sendo distribuído gratuitamente junto com o jornal Metro, toda sexta-feira. A primeira edição saiu no dia 24 de outubro, e ao todo serão nove, que, se colecionadas, formarão também o catálogo da exposição.

O jornal não é apenas um relato da programação e eventos da mostra ou a reunião de ensaios e artigos sobre arte. A participação de alguns artistas na Bienal acontece, exatamente, em intervenções artísticas na publicação. Por exemplo, a história em quadrinhos Despachos da cidade sem retorno, da artista indiana Sarnath Banerjee; e os desenhos do argentino Nicolás Robbio, que estão sendo publicados nas edições.

Jornalismo e arte


E o jornalismo – seja devido ao formato de jornal ou a notícia – também está presente em outros trabalhos. A obra do chileno Carlos Navarrete, Archivo pessoal, é uma instalação em que o artista reúne cartas, desenho, mapas e recortes de jornal – de reportagens sobre bienais anteriores –, que trazem reflexões de Navarrete sobre a cidade de São Paulo a partir da sua experiência, tanto como artista quanto como visitante da Bienal de São Paulo. Outro exemplo é Museumuseu, da mineira Mabe Bethônico, que, em formato de jornal, pretende também discutir sobre a exposição e fazer um resgate do acervo da instituição.

Mas como o nome da 28ª edição da mostra já anuncia, “Em vivo contato”, muitos trabalhos pedem total interação do visitante e também se relacionam de maneira lúdica com o público, como os tobogãs do belga Carsten Höller, e o playground, da argentina Carla Zaccagnini, instalado no jardim próximo ao Pavilhão Ciccillio Matarazzo. Divertir, informar, interagir e refletir são as propostas dessa edição Bienal para preencher o vazio, seja o do 2º andar ou da mente humana.

Serviço
28ª Bienal de São Paulo – “Em vivo contato”
26 de outubro a 6 de dezembro de 2008
Terça a domingo das 10h às 22h
Parque do Ibirapuera, Portão 3
Tel. (11) 5576-7600

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Um comentário sobre “jornal na arte, arte no jornal

  1. Vc fez uma pergunta: “Pra que serve um Bienal.”
    Pra que ser ve eu não sei, nunca soube. mas vou lá escorregar no escorregador, que é feito pra escorregar, senão teria outro nome. Né? [D.]

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