entre abraços e beijos


Isso provavelmente não deveria estar aqui. Mas isso é algo da cultura das pessoas. Então, acho que ninguém irá se importar, né?

"o abraço" e "o beijo", de Gustav Klimt
pra não dizer que não falei de arte: o abraço e o beijo, de Gustav Klimt

Cumprimentamos geralmente qualquer pessoa que conhecemos minimamente com um (ou dois, se pensarmos em gaúchos e cariocas) beijo(s) no rosto, certo? Seu amigo lhe apresenta alguém, e logo você e o novo conhecido estendem as bochechas para se cumprimentarem. Mas só abraçamos aqueles que realmente temos muita afeição e intimidade,  certo? Quando você encontra aquele amigo querido, que não vê há tempos, o beijo no rosto parece pouco. É preciso tê-lo contra o peito, apertá-lo forte entre os braços. Dar aquele abraço

Quando escrevemos um e-mail, uma carta… qualquer comunicação escrita, no entanto, as coisas se invertem, já reparou? Só mandamos “beijos” para aquele gostamos muito e já temos uma relação, uma intimidade; e o “abraço” fica para os não-íntimos.

A palavra “beijo” tem mais força do que “abraço” (tenta: fale: bei-jo, fale: a-bra-ço). “Beijo”, como o barulho dos lábios na bochecha, tem um som estalado, escandaloso. “Abraço” é mais sutil, tímido, íntimo, até.  Agora, pense nos gestos, nas imagens (pode ser nas do Klimt, acima) e a até na passagem bíblica (é, qual foi o gesto usado por Judas?), o que lhe parece mais mais verdadeiro?

Bem, aos amigos: um abraço. Aquele abraço!!

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5 comentários sobre “entre abraços e beijos

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