coraline e o mundo secreto


Nesse bimestre, as aulas de Técnica de Redação II são sobre o universo fantástico das “Alices”, de Lewis Carroll. Eu simplesmente amei. Adoro desenhos animados, historinhas infantis e contos de fadas. E Alice, Emília e a Bela, de A Bela e a Fera, são praticamente meus alteregos. Com todo esse interesse pelo universo infantil não pude deixar de ver, claro, a nova animação da DreamWorks, Coraline e o mundo secreto.

A cada desenho novo, vejo como as crianças estão mudando. Quando eu era pequena, grande parte  das animações era sobre princesas cujos príncipes as salvavam de uma bruxa malvada, ou de um herói escorraçado que voltava para salvar a cidadezinha e os amigos. Enfim, mas sempre a personagem corajosa que salva todo mundo era masculina. Com exceção de Alice, as personagens femininas eram sempre fracotinhas e precisavam de uma ajuda máscula. Coraline, não. Ela é a mocinha-heroina e passa por grandes apuros para salvar a sua vida e a dos seus pais.

Nessa animação, em stop-motion, as cores são pesadas e as personagens não têm traços meigos ou são fofinhas. Tudo é sombrio e algumas cenas chegam a dar medo. Baseada na obra Coraline, de Neil Gain, o “conto de fadas” relata a história de uma menina muito esperta que tem pais muito ocupados, vizinhos muito chatos e precisa dar um jeito de se divertir. Nisso, ela encontra uma porta… Uauuuu… mas ela está bloqueada por uma parede de tijolos, ahhhh… Mas, à noite, quando todos estão dormindo… (diferente de Alice) Caroline segue alguns ratinhos, que aparecem em seu quarto, e vai parar num universo mágico atrás da porta. Lá, Coraline tem pais atenciosos, vizinhos divertidos e tudo mais de bom que ela não tem no mundo real. E para ela viver para sempre no endereço da fantasia basta deixar a sua “outra mãe” costurar, em seus lindos olhinhos, um belo par de botões. Parece pouco para ter uma vida perfeita, mas será que Coraline pagará esse preço? Aos poucos ela vai descobrindo que para viver no mundo de sonhos o preço é muito mais alto, e o que parece doce nem é tão doce assim.

É arte: a referência ao céu, em uma das cenas finais, do quadro Noite estrelada, de Vicent Van Gogh.

É fato: Coraline é a 1ª animação em stop-motion a ser feita originalmente para o formato 3D.

:: (veja) Coraline e o mundo secreto. EUA. 2009. Direção: Henry Selick. Infantil. 101 min.

:: (e leia) Coraline, de Neil Gaiman. Editora Rocco. 2003. Infantil. R$ 31. 160 págs.

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