cildo



É muito difícil fazer um documentário sobre artes plásticas, me contou um amigo, que aula para o curso de rádio e tv na Cásper. Porque se presume que trabalhos plásticos, com exceção de performances e vídeo-arte, sejam estáticos; e um filme precisa de movimento. Mas essa dificuldade a equipe dirigida por Gustavo Rosa de Moura tirou de letra no documentário Cildo, sobre o artista plástico Cildo Meireles.

Os recursos áudio-visuais foram muito bem utilizados, um casamento perfeito entre depoimentos do artista e imagens de suas obras. Como público comum eu gostei muito, muito, muito. Mas como jornalista, que está fazendo um perfil de uma outra grande artista, senti falta de outras vozes falando sobre o trabalho de Cildo, ou sobre ele. Por exemplo, eles mostram várias outras pessoas que trabalham com o artista, mas não colhem um depoimento. Sabe quando você sente falta de uma outra visão sobre o mesmo fato? Mas também é uma questão de proposta e estilo. O que não desmerece de forma alguma o documentário, vale a muito a pena ver – mesmo quem não gosta muito de arte. Eu mesma quero ver de novo, de preferência em uma noite mais tranquila [entenda lendo Batidores abaixo].

É arte: a iniciativa de se fazer documentários dentro do tema das artes plásticas e divulgar um pouco mais nossos artistas.

É fato: Cildo Meireles tem toda razão quando diz que é preciso estudar muito para falar de obras de uma artista conceitual. Eu sinto isso na pele, no sono, nas mãos, no grau dos óculos que aumenta, nas conversas com os mais próximos. Já me tornei um ser totalmente monotemático, vide por esse blog.

:: Cildo. Brasil, 2009. Direção: Gustavo Rosa de Moura . Documentário. 84 min.

[Bastidores]

Antes mesmo do festival É tudo verdade começar, eu combinei com a Tainá de ver o documentário sobre Cildo Meireles. Quarta-feira, eu não falava de outra coisa a não ser sobre o tal doc. A vontade era tanta, que eu fiz a Tainá chegar duas horas antes comigo para pegarmos os ingressos. Vai que tivesse uma imensa fila e eu ficasse de fora: NUNCA.

Ok. Duas horas antes foi um exagero, mas conseguimos os tickets. Na fila para entrar, tô no maior papo com a Tainá, quando, por um momento, viro o rosto e adivinha quem eu vejo? Sim, você acertou: Regina Silveira.

Tive a impressão que ela olhava para mim, porque, quando eu me virei, eu dei de cara com ela. Medo! Fiquei pelo menos uns dez minutos no dilema: “vou cumprimentar, não vou. Vou, não vou?” Quando eu me conscientizei que deveria ir, ela mesmo veio. Calma, não ao meu encontro, claro. Mas ela teria de passar por mim para entrar primeiro na sessão (no CineSesc pessoas acima de 65 anos, independentemente de serem artistas hiperativos, entram primeiro). Aí, nos cumprimentamos: dois beijinhos como de costume no Rio Grande do Sul… E não adianta ficar expectativa porque foi só isso. Quer dizer, para vocês, para mim, foi tudo isso.

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2 comentários sobre “cildo

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