xxi poetas de hoje em dia(nte)


capa_divulgacaoPoesia não é muito meu forte. Mas no passado já gostei muito – exceto das que falavam de amor. Quem me fez gostar de poesia foi Manuel Bandeira com sua Poética, a qual decorei, declamei e tatuaria o verso “não quero mais saber do lirismo que não é libertação”.

Mas deixando o meu eu-lírico de lado, venho falar do eu-lírico da minha companheira de trabalho Ju Alquéres, cujo lado poeta atende pelo nome de Julia Almeida (piada interna). Dia 23 foi o lançamento da antologia XXI Poetas de hoje em dia(nte), na qual há alguns poemas da Ju – os mais interessantes diga-se de passagem.

Os poemas de Julia Almeida são como uma tatuagem: doem, rasgam, marcam e no fim, quando você acaba de ler, nota como é bonito. Julia gosta do tema dor, apesar de odiar senti-la. Por isso seus poemas tocam, tatuam. Porque ela machuca/tatua a folha de papel branco com as palavras diminuir aquela que é inevitável.

É fato: na dedicatória que Ju escreveu para mim, ela disse: “K., muito obrigada por ter vindo. É  bom ter você por peto. Espero que goste dos poemas e entre nesse mundo novo, um pouquinho diferente das artes plásticas!”. Será mesmo diferente? Olha só como esse poema da Ju é arte:

Esteia

Apota-dor
a agulha afiada espirra aquarelas
em meus glóbolos brancos

Dentrode mim
xilogravuras japonesas
pois eu sou de carne e madeira.

:: XXI Poetas de hoje em dia(nte): Aline Gallina e Priscila Lopes (org). Letras Contemporanea. Brasil, 2009. 157 págs.R$ 29.

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