esquinas # 45 (dinheiro) – online


#45 Esquinas Dinheiro Capa Foto: Karina Sérgio Gomes

Foto: Karina Sérgio Gomes

ele está
em TODA parte
HEITOR FERRAZ MELLO
Deus ou Diabo, não importa, o fato é que o dinheiro está intimamente ligado ao nosso cotidiano. Ninguém sai de casa sem gastar alguma coisa – desde a compra de uma passagem de ônibus até a de uma roupinha. E como a ocasião faz o comprador, saca-se o dinheiro da carteira (ou seu irmão virtual, o cartão). Não há dúvida de que o dinheiro permeia todas as relações sociais. Basta ficar quietinho, na hora do almoço, num dos tantos restaurantes a quilo da cidade, para ouvir a conversa da mesa ao lado. Fatalmente ele será o assunto, direta ou indiretamente. Nunca se usou tanto o verbo “comprar” ou “pagar”.
No final do ano passado, a estrutura econômica mundial ficou abalada com uma nova crise financeira. Desta vez, a bolha estourou nos Estados Unidos. Uma pedra neste lago de especulações cria ondas intensas para todos os lados. E todo o mercado internacional estremece. É o que está acontecendo. Diante desta nova crise, o capital mais uma vez procura saídas para garantir sua sobrevivência. Esta não é a primeira, nem será a última. O capitalismo
já incorporou entre suas perdas e ganhos estes momentos de crise. Para nós, da Esquinas, este é um momento oportuno para se tratar do assunto “dinheiro”. Os estudantes responsáveis pela revista me apresentaram, no começo do ano, duas propostas de temas. Uma era o “corpo”, a outra, o “dinheiro”. Não foi preciso pensar muito. Ele está na ordem do dia. Teríamos de enfrentar o discurso oficial e real do dinheiro, com todos seus jargões. No entanto, precisaríamos – dentro deste tema tão vasto – fazer algumas opções. As linhas possíveis de abordagem surgiram durante as reuniões internas de pauta, contando com a participação de vários alunos do curso de jornalismo.
Para mim, este número significou um grande desafio. Primeiro, sabia que não se-ria fácil substituir a professora Rosângela Petta, que tocou admiravelmente a revista durante três anos, colocando toda sua experiência profissional na confecção de cada um dos números que foram produzidos neste período. O segundo desafio era o assunto, ainda mais para alguém que não tem grande familiaridade com a área econômica – a não ser a intuitiva, que todos nós, frutos de um mundo capitalista, temos. No entanto, contei com a participação animada e intensa dos alunos. Aproveito, então, este editorial para parabenizar a equipe do Esquinas – Julia Alquéres, Karina Sérgio Gomes e Renata Miwa –, que tocou este número profissionalmente. Minha presença foi apenas a de um palpiteiro.

ele está em TODA parte

HEITOR FERRAZ MELLO

Deus ou Diabo, não importa, o fato é que o dinheiro está intimamente ligado ao nosso cotidiano. Ninguém sai de casa sem gastar alguma coisa – desde a compra de uma passagem de ônibus até a de uma roupinha. E como a ocasião faz o comprador, saca-se o dinheiro da carteira (ou seu irmão virtual, o cartão). Não há dúvida de que o dinheiro permeia todas as relações sociais. Basta ficar quietinho, na hora do almoço, num dos tantos restaurantes a quilo da cidade, para ouvir a conversa da mesa ao lado. Fatalmente ele será o assunto, direta ou indiretamente. Nunca se usou tanto o verbo “comprar” ou “pagar”.

No final do ano passado, a estrutura econômica mundial ficou abalada com uma nova crise financeira. Desta vez, a bolha estourou nos Estados Unidos. Uma pedra neste lago de especulações cria ondas intensas para todos os lados. E todo o mercado internacional estremece. É o que está acontecendo. Diante desta nova crise, o capital mais uma vez procura saídas para garantir sua sobrevivência. Esta não é a primeira, nem será a última. O capitalismo já incorporou entre suas perdas e ganhos estes momentos de crise. Para nós, da Esquinas, este é um momento oportuno para se tratar do assunto “dinheiro”. Os estudantes responsáveis pela revista me apresentaram, no começo do ano, duas propostas de temas. Uma era o “corpo”, a outra, o “dinheiro”. Não foi preciso pensar muito. Ele está na ordem do dia. Teríamos de enfrentar o discurso oficial e real do dinheiro, com todos seus jargões. No entanto, precisaríamos – dentro deste tema tão vasto – fazer algumas opções. As linhas possíveis de abordagem surgiram durante as reuniões internas de pauta, contando com a participação de vários alunos do curso de jornalismo.

Para mim, este número significou um grande desafio. Primeiro, sabia que não se-ria fácil substituir a professora Rosângela Petta, que tocou admiravelmente a revista durante três anos, colocando toda sua experiência profissional na confecção de cada um dos números que foram produzidos neste período. O segundo desafio era o assunto, ainda mais para alguém que não tem grande familiaridade com a área econômica – a não ser a intuitiva, que todos nós, frutos de um mundo capitalista, temos. No entanto, contei com a participação animada e intensa dos alunos. Aproveito, então, este editorial para parabenizar a equipe do Esquinas – Julia Alquéres, Karina Sérgio Gomes e Renata Miwa –, que tocou este número profissionalmente. Minha presença foi apenas a de um palpiteiro.

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