walker evans


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Ele queria ser escritor, mas se descobriu fotógrafo. Walker Evans não era um bom ladrão de almas como Cartier-Bresson, mas fazia retratos muito bonitos. E também tem uma belíssima série de fotos de uma viagem que fez a Cuba. Evans ficou famoso por suas fotografias de caráter documental sobre a comunidade agrícola norte americana. Mas das 121 que vi na mostra em cartaz no Masp, suas fotos de arquitetura urbana são, de longe, as melhores. Ele sabia, como poucos, como explorar as sombras e as linhas retas da cidade de Nova York. Na exposição há algumas sequências de fotografias que ele mandava ampliar em um tamanho mínimo (acredito não ser maior do que 5×5). Essas são, ao mesmo tempo, gigantes pelo grau de profundidade que conseguia captar. O que me deu ainda mais certeza que menos é sempre mais, muito mais.

É arte: as fotografias de pessoas feitas no metrô. Para Evans, as pessoas no vagão ficavam com “rostos nus”.

É fato: algumas fotos coloridas de anúncios são bem… inexpressivas, eu diria. Mas dá para entender que, ali, ele estava mais interessado em explorar as possibilidades da fotografia colorida — uma novidade.

:: Walker Evans – Masp, Avenida Paulista, 1.578. Tel. (011) 3251-5644. 11h/18h (5.ª até 20h; fecha 2.ª). R$ 15 (3.ª, grátis). Até 10/1.

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