dalva & herivelto – uma canção de amor


Sou uma jornalista agora formada. Mas não quero usar o jornalismo para falar de política, dos problemas da cidade, de economia e pioro de futebol. Quero usar o jornalismo para trabalhar com o que eu acredito, independentemente do formato (TV, impresso, web, rádio…), e eu acredito na arte. Depois de ler uma entrevista da minha dramaturga favorita, Maria Adelaide Amaral, entendi que há muitas formas de exercer o jornalismo – até mesmo com a dramaturgia.  Ela, assim como eu, é jornalista e casperiana. E tenho certeza que utiliza muito do que aprendeu no jornalismo em suas minisséries e peças de teatro. Pra falar a verdade, acredito que esses seus trabalhos são bons exemplos do exercício da profissão.

Segunda-feira, 04 de janeiro, estréia, na Globo, Dalva & Herivelto – uma canção de amor, seu mais recente trabalho. “Mas a delícia é justamente este desafio, de mergulhar na alma e na intimidade dessas criaturas”, declarou M. A. Amaral na entrevista que li. “Li e pesquisei muito, e conversei com as pessoas da família e outras que conheceram bastante a vida dos dois. Depois, priorizei  os momentos mais importantes da vida deles. […] A minissérie não se baseia em nenhum livro. Ela se baseia em todas as entrevistas, as intensas consultas aos jornais e revistas da época (que forneceram material para inúmeras cenas de brigas do casal, inclusive). Ao longo da pesquisa foram lidos vários livros: o do Pery, do Jonas Vieira, do João Elísio Fonseca e a biografia de Grande Otelo escrita por Sérgio Cabral”, conta mais adiante na mesma entrevista. Agora me respondam, isso não é jornalismo puro?

Demorou, mas depois do meu tcc e de quatro anos de faculdade, eu entendi que não se faz jornalismo apenas em jornais, revistas, web, tevê ou rádio. Eu poderia utilizar o jornalismo para organizar uma exposição, por exemplo. O jornalista é aquele que tem o tato para conseguir informações e editá-las de forma coerente para passar a mensagem ao público. E por isso eu acredito que as minisséries de M.A. Amaral são belos exemplos de um bom trabalho jornalístico.

Estou ansiosa para ver Dalva & Herivelto, que contará a história de dois ícones da história do rádio e da música nacional, Dalva de Oliveira e Herivelto Martins. Infelizmente serão apenas cinco capítulos. Mas é assim mesmo, o que é bom dura pouco, já o bbb dura meses.

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4 comentários sobre “dalva & herivelto – uma canção de amor

  1. QUE BOM SABER QUE VOCÊ VAI USAR O JORNALISMO PARA FALAR DE CULTURA. ISSO SIGNIFICA QUE NEM TUDO ESTÁ PERDIDO , SONHO EM UM DIA LIGAR A TELEVISÃO E NÃO TER QUE OUVIR SÔNIA ABRÃO DIZER QUE É FORMADA EM JORNALISMO E QUE ELA NÃO FALA MAL DA VIDA DOS OUTROS . O QUE ELA FAZ “NÓTICIA INVESTIGATIVA” SÓ SE FOFOCA MUDOU DE NOME .
    BJS: LUCIMAR MARIA DOS SANTOS GOMES

  2. Oi, LU! Que bom te ver por aqui! A Sonia Abrão também é Casperiana, hahahah. Eu espero poder usar o jornalismo para falar de arte, mas tenho necessidades monetárias antes disso, =). Mas sempre terei esse blog para falar sobre o que eu acredito!

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