virada cultural paulista: yann tiersen em piracicaba


O fabuloso destino de Amélie Poulian foi durante muito tempo o meu filme favorito. Ele ainda está entre os meu favoritos por zilhões de motivos, entre eles, a trilha. Em 2006, as músicas de Yann Tiersen foram as minhas melhores amigas. O motivo mais sublime para eu acreditar que a vida valia a pena. Ouvir aquelas melodias me confortavam. Baixei toda a discografia do compositor. E cada álbum era melhor do que o outro. As músicas conversam com a minha alma.

Mas só ouvir os CDs era pouco. Eu precisa ver quem era esse mágico, esse encantador de almas – que, além de tudo, pelas fotografias que tinha visto, era muito gato! Já tinha tentado vê-lo quando ele fez um show no Sesc-Consolação. Mas os ingressos acabaram antes das 12h. Não preciso dizer que fiquei putíssima? Quando  soube, em Janeiro, que o Yann Tiersen faria um show aqui no Brasil novamente, logo comecei a fazer planos. Só não imaginei que eles poderiam dar certos. O bom é que dessa vez eu tive uma ajudante, minha amiga querida e linda Wanise.

Lá fomos nós para Piracicaba para tentar ver o show. Chegando lá, surpresa: tinham apenas 500 e poucos ingressos para uma fila formada por no mínimo 3 mil pessoas. Desânimo? Não. Já tinha colocado na minha cabeça que só sairia daquela cidade depois de ver o show do Yann. Tentei ser má-educada e furar fila, mas fui denunciada por um cara de boina rosa que morava em Osasco (Alguém me explica por que o fulano da cidade vizinha da provinciana Barueri estava lá para causar na minha vida?). Então, eu bolei mais um plano: fui para porta de entrada do teatro e comecei a fazer o que já tinha aprendido tão bem com os queridos ambulantes do trem meu de cada dia: fui pedir encarecidamente para todos que entravam um mísero ingressinho. Afinal, eu podia estar matando, eu podia estar roubando, mas não, eu estava ali pedindo só um ingresso  para ver o show do querido Yann. E não é que funcionou? Milagrosamente, apareceu uma moça que não só tinha um ingresso, mas dois e deu para Wanise e para mim. E o melhor, eles ainda eram para segunda fileira.

O show foi só emoção. Yann não tocou minha música favorita, muito menos as clássicas de Amélie Poulain. Mas fez um show pulsante. O músico é daqueles que tiram as notas do instrumento com muita emoção e  sentimento. Ele canta, toca de olho fechado, parece estar em transe. Um transe contagiante que enfeitiça toda a platéia que começa a movimentar a cabeça de acordo com as notas. Um pouquinho pra vocês:

É arte: todas as músicas do Yann são pura arte, mas tem uma que eleva minha alma de uma maneira que não consigo explicar. Por isso, até, a escolhi para encerrar o vídeo de apresentação do meu TCC.  Escutem e me digam se ela não toca algo lá no seu âmago:

É fato: as pilhas da sua câmera fotográfica descarregarem nos primeiros dois minutos de show é revoltante. Sorte que eu tenho boa memória e hoje existe youtube.

a única sobrevivente

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3 comentários sobre “virada cultural paulista: yann tiersen em piracicaba

  1. K,
    Você não poderia ter descrito melhor qual é a sensação de ouvir Yann Tiersen: ele toca o coração e alma de um jeito indescritível. Maravilhoso.
    Acho que vou lembrar pra sempre desse show! E mais ainda da nossa aventura piracicabana, minha wood-face favorita! =D

    Beijos!

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