non ducor, duco


Eu estou apaixonada – aliás, eu sempre fui apaixonada –  por essa cidade apressada, devoradora, fria, turbulenta, mas cheia de encantos. Essa cidade tão… Karina Sérgio Gomes. Na verdade, todo dia 25 de janeiro eu acordo mais apaixonada por ela. Eu, que conheço o seu coração tão bem, nasci em seu pulmão e pego todos os dias o trem das 11 porque minha mãe não dorme enquanto eu não chegar. Durante longos quatro anos, a Av. Paulista foi meu quintal. E mesmo estando ali de segunda à sexta e quase todos os fins de semana,  alguma coisa ainda acontece em meu coração quando saio do metrô Masp-Trianon e me encontro com aqueles prédios e antenas. Não consigo me imaginar vivendo em outro lugar a não ser nessa cidade tão inóspita e hospitaleira, que tanto me identifico. (Ok, já cogitei morar por um tempo em NYC ou em Madrid. No entanto, não poderia ser pra sempre.). Mas, claro, como boa paulistana, reclamo do calor, das chuvas fortes de janeiro, do ar seco do inverno, da violência e dos preços altos dos imóveis. E amo, incondicionalmente, pão com mortadela, pastel da feira, pizza de mussarela, rodízio de japonês, Rita Lee, Mário de Andrade, Pinacoteca do Estado e cineminha de quarta-feira.

São Paulo é, em si, o significado da frase escrita em seu brasão: Non ducor, duco! (Não sou conduzido, eu conduzo)

São Paulo, TE AMO! E fica aqui minha homenagem ao som de Tom Jobim, que também nasceu em 25 de janeiro. Te amo, Tom. Yo ti amo, San Paolo!

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