Marcelo Jeneci e Erasmo Carlos


Não sei se já disse isso aqui. Mas sempre fui mais Erasmo do que Roberto. Já fui aos shows dos dois. O Roberto é aquele eterno repeat. Uma apresentação tecnicamente perfeita, sem erros, emocionante… enfim, de uma pessoa que tem toque e segue o mesmo ritual em todas as noites. Porque, se a cueca dos músicos não for branca, alguma coisa vai dar errado. Roberto é o sagrado.

Erasmo é o profado. Seu show é aberto. Ali não há preconceito. “E se o bem e o mal existem você pode escolher”. Enquanto para Roberto são muitas emoções estar no palco. Para Eramos, é um “Orgasmo” estar ali. Claro, Roberto é um intérprete muito melhor. Sua afinação é incontestável. Mas, bicho, e o coração? A voz de Erasmo às vezes falha. Mas a vivacidade dele, não.

Ontem, fui ao show de Marcelo Jeneci do qual Erasmo participou. Eu já conhecia as música de Jeneci, mas confesso que nunca me entusiasmei vê-lo ao vivo. Mas rever o Tremendão me motivou a mendigar por um ingresso no Sesc-Pompeia. (Quem me conhece ou é leitor desse blog sabe que essa história de pedir um ingresso aos passantes não é uma novidade para moi.) E novamente eu consegui. Fiquei de cara com os dois magníficos cantores, com os cotovelos no palco e com as mãos apoiando o queixo para não cair.

O show foi lindo. E há vídeos no youtube para quem duvidar. Segue um!

Antes do Tremendão subir ao palco, Jeneci discursou sobre a admiração que tinha por Erasmo e o quanto dois de seus discos o influenciaram: “Sonhos e Memórias” e “Carlos, Erasmo”. E hoje, lá fui eu ouvir os dois álbuns. Realmente, há muitas semelhanças entre os CDs do Tremedão e “Feito pra acabar”, de Jeneci. Nas melodias, nas letras, na seleção variada de estilos para completar as 12 faixas. Sem dúvidas, Jeneci escolheu um belo exemplo a seguir.

Ouvindo os dois álbuns de Erasmo hoje, vi o quanto ele era/é eclético. Há baladas, sambas, rocks, músicas de protesto. Tem de tudo. Particularmente, eu gostei mais de “Sonhos e Memórias”, que traz a famosa “É proíbido fumar”, a lição de vida “Grillos” e a minha favorita “O sorriso dela” (que eu finjo que foi feita pra mim e que também foi gravada belissimamente por Bruno Morais). Mas tenho a impressão que “Carlos, Erasmo” deve ter feito mais o gosto do povo. Afinal, dizem que esse é um dos melhores trabalhos do músico e tem os sucessos “De noite, na cama”, de Caetano Veloso, e “Agora, ninguém chora mais”, de Jorge Ben.

Agora, deixo vocês com a minha favorita e aconselho a todos pegar “Feito pra acabar”, “Sonhos e Memódias e “Carlos, Erasmo” e ouvir sem parar!

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É arte: a sanfona do Jeneci. Não sei se é efeito do sangue baiano do meu pai, mas eu amo a concertina. E os solos do músico são de arrepiar.

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É fato: eu choro toda vez que ouço “Pra sonhar”. Já virou o clichê de pedido de casamento da nova geração. I know it. Mas não consigo não ficar emocionada quando ouço a música.

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