uma vida inteira


Ando meio sentimental. E esse blog reflete um pouco o meu estado de espírito. (acredita que tenho dois posts prontos sobre exposições visitadas que eu ainda não consegui publicar?). Hoje foi a estréia “para amigos” do curta Uma vida inteira. Eu não sou amiga dos diretores, muito menos da Alice Braga, estrela do filme. Mas eu amo a crônica O Salto, de Antônio Prata. E foi isso que me incentivou sair da minha casa, em Barueri, num frio de 12oC, para ir até o Reserva Cultural, na Av. Paulista, assistir à adaptação de 15 minutos do texto.

O filme segue a risca toda a crônica de Prata. Todas as palavras que ele escreveu estão ali. Acho que por isso o curta não é tão interessante. Faltou uma real adaptação. Faltou se desprender do lindo texto e criar. Então, como obra cinematográfica, acredito que Uma vida inteira é uma bela ilustração da crônica de Antonio Prata. Acho que o fato de os diretores trabalharem muito com publicidade influenciou um pouco a linguagem, que ficou um pouco parecida com comercial de margarina. Melhor, ficou parecida com um comercial do Nescafé. Acho que é mais propício.

Você está achando que não gostei do filme, né? Mas “gostei”. Foi bacana ver uma crônica que eu adoro muito ganhar vida com personagens de carne e osso. E como o texto é muito lindo e a interpretação de Alice Braga é muito boa, não tem como não se emocionar. Ainda mais se você vive ou viveu uma história parecida.

O curta me fez repensar as histórias de amor. Eu achava que a minha história era exclusiva, como todos os casais devem achar que a seus romances são unicos. Agora, eu acredito que as histórias de amor se repetem, com outros personagens, outros cenários, outros tons… Mas serão sempre os mesmos conflitos, os mesmo dramas, as mesmas felicidades, os mesmos detalhes… A diferença é a coragem para dar o salto e a sorte. “Se tivermos cuidado e sorte – sobretudo, talvez, sorte — quem sabe, dê certo?”

É arte: A vida que imita a arte e a arte que imita a vida. Acho que essa crônica foi escrita um dia antes de Antonio Prata pedir sua namorada em casamento. O fato é que o salto foi bem executado. E, hoje, ele continua casado com a moça viciada em cremes. 🙂

É fato: Alice Braga é simpática demais. Sem qualquer cerimônia, a atriz interagia com os amigos e pessoas que estavam na estreia. Muito diferente da diretora do filme. Ok, foi só uma primeira impressão. Mas fiquei chocada com o jeito que a Bel Ribeiro pediu de volta o ingresso de três pessoas “não próximas” e “não famosas” que estavam no Reserva Cultural para ver a 1a exibição do seu curta. “Eu sou a diretora do filme…” argumentava (como se isso fosse argumento) para pegar o ingressos de três possíveis espectadores e repassá-los a uns amigos que chegaram atrasados. Achei isso de uma antipatia colossal.

:: Uma vida inteira – curta. Brasil/2012. Dir.: Bel Ribeiro e Ricardo Santini. 15 minutos.

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Um comentário sobre “uma vida inteira

  1. Gostei do seu texto, amiguis. Tem várias informações que não sabia, tem base e não se trata de julgamento… fato é que cada opinião vai ser baseada na experiência de vida do indivíduo… até queria curtir mas tenho que logar em algum lugar que eu não tenho cadastro 😛

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