cabra macho, sim, sinhô!


Sou filha e neta de nordestinos. Na família do meu pai todo mundo conhece bem o significado da palavra retirante. Meus familiares trazem na memória a história de vir para São Paulo montado num pau-de-arara para fazer a vida.

Em casa, nunca faltou farinha para engrossar o caldo do feijão e nem forró para alegrar as festas. Meu pai guarda uma peixeira no armário, caso algum cabra venha desgraçar suas filhas. Minha vó tem aquele canto agudo muito respeitável das mulheres que levavam roupa na beira do rio. Meus tios têm nomes rimados que terminam em ildo, e minha tinhas em nice. E em todos se proferiu o gene da vontade de lutar sempre para conseguir uma vida melhor.

Somos muitos Severinos iguais em tudo na vida:
na mesma cabeça grande
que a custo é que se equilibra, no mesmo ventre crescido sobre as mesmas pernas finas
e iguais também porque o sangue, que usamos tem pouca tinta.

(Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto)

é arte: temos muitos exemplos de artistas e eu poderia ficar um dia inteiro lembrando o nome de célebres nordestinos.

é fato: não gosto de comida nordestina. Com todo respeito a quem goste. Mas pra mim, as únicas coisas que se salvam são os doces. Ah, bolo de rolo e tapioca de café da manhã! 🙂

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