você não sabe amar, meu bem


É duro constatar que talvez aquela pessoa a quem você ofereceu seu coração jamais lhe amou de verdade. Acredito que ele amou ter se sentido amado e, por isso, sentia afeto por mim. Qualquer afeto, menos amor.

Ele amava ter uma namorada, estar namorado, ter alguém para lhe fazer cafuné e dormir abraçado. Amava situações. Amava a ilusão da vida a dois. Mas a mim, não. Tanto que, na hora de provar o seu amor, refugou. Assim como o Baloubet du Rouet, nos Jogos Olímpicos de 2008.

Uma música de Dorival Caymmi diz “você não sabe amar, meu bem. Não sabe o que é o amor“. E fico pensando que  infeliz é a pessoa que não sabe o que é esse sentimento. Que não sabe o que é se entregar plenamente a alguém e fazer de tudo para vê-lo feliz.

Claro que, hoje, sofro por entender que talvez ninguém tenha me amado de verdade. Não posso, porém, deixar de ficar feliz por ter amado de verdade. Sem amarras. Sem medo. Amei alguém plenamente. Da maneira mais sincera possível.

“O nosso amor parou aqui e foi melhor assim.”

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