O Ar Mais Próximo e Outras Matérias


Cafunézinho do Waltércio

Waltércio Caldas está entre os meus artistas favoritos da vida. A delicadeza e tensão dos seus trabalhos me tocam de uma forma inexplicável. E como se a “incompletude” de algumas de suas obras se completasse dentro de mim.

O artista gosta de brincar com uma falsa simetria em alguns de seus trabalhos. E só quem está muito atento consegue perceber que na verdade nada é tão parecido quanto parece.

Outro elemento muito forte em suas obras é suas referências à História da Arte, como a Velázquez.

Qualque elemento em suas mãos – seja leite, metal, mármore, algodão – são ressiguificados e, por que não, transformados em poesia.

Um dos meus trabalhos favoritos chama-se  “Estudo sobre a vontade” (um detalhe da obra está na imagem acima) e ficou algum tempo no cabeçalho desse blog. Não sei explicar. Mas acho muito forte a imagem daquelas mãos que não tocam em nada, mas parecem tocar em tudo. Tenho a impressão que há um campo de força entre elas que vai além da vontade em mantê-las separadas ou juntas. Acho tão bonita a imagem que faz alusão a um movimento e a uma força invisível.

O Ar Mais Próximo e Outras Matérias (em cartaz na Pinacoteca até o dia 07) não foi uma mostra fácil. Não há textos de paredes que deem pistas sobre a intenção do artista ou possíveis significados a aqueles objetos. Ali, fica apenas o embate entre você e o artista. E o que vai lhe ajudar a perceber a poética de seus trabalhos são apenas o ar e as outras matérias que os compõem.

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