toda poesia


Só comecei a gostar de poesias quando entrei para o teatro, aos 15 anos, e a diretora do grupo, do qual fazia parte, me apresentou ao meu amado Manuel Bandeira. Ele, até então, era único poeta capaz de me fazer ler um livro de poemas de 400 páginas sem pular nenhum – que foi Estrela da vida inteira. Esse mês, entretanto, caiu em minhas mãos Toda poesia, de Paulo Leminski, que levei para a cama todos os dias.

Sem pular um que fosse, li e reli todos – dos haikais aos concretos. E tinha de me conter para não fotografar tudo e colocar no instagram. Eles pareciam dialogar com o meu estado de espírito – ora alegre, ora esperançoso, ora triste, triste. O estilo simples e direto de Leminski foi o que me cativou. Era impossível parar ler. Tantas boas sacadas rápidas. Tantos versos singelos e inspiradores.

Além de muito bem-humorado, Leminski era muito sensível e delicado. Seus poemas que falam sobre aquele sentimento viciante, que uns chamam de amor e outros de paixão, são de fazer os olhos marejarem e soltar aquele ai, ai… ao fim. Achei um em homenagem ao Julio Plaza, um artista que eu gosto muito. E uma possível resposta a crônica mais linda do mundo, O amor acaba, de Paulo Mendes Campos. Há até poesia para o signo mais lindo do zodíaco, sagitário.🙂

 

Terminei o livro tão inspirada que resolvi fazer um vídeo com um poema que um define um pouco de mim, um pouco desse blog e um pouco da vida de quem escreve porque precisa.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s