“Alguém para dividir medos e desejos. Alguém para que não fosse só eu. Alguém para que não fosse só ela. Alguém que não fosse ninguém, nem eu, nem este, nem aquela. Alguém! Alguém com tudo o que esta palavra tem de deliciosamente indeterminado. Que se foi da mesma forma que veio. Que se foi com palavras escritas em suas costas e em suas pernas, com a escuridão escrita em seus olhos, com a lembrança de uma ilha e de um corpo. Que se foi com estas mesmas palavras que estão agora inscritas em meu corpo. Estas palavras qua são dela, de Alguém.”

Cao Guimarães, “Histórias do não ver”.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s