360


Não tenho muito o que fazer aqui além de ler e ver filmes. Até parece uma boa pedida. Mas assim tem sido todos os meus fins de semana solitários. Um tanto monótono, eu diria. Tenho aproveitado para assistir àqueles filmes que não consegui ver no cinema em 2012.

Dias atrás, vi 360, último filme de Fernando Meirelles, com Juliano Cazarré e Maria Flor. A ideia do filme é dizer que de alguma maneira estamos ligados um aos outros. É a tal lei dos seis graus — na qual eu acredito muito. Exemplo prático: a editora executiva do jornal em que trabalho, em Joinville, foi chefe da minha estagiária na MOL, editora pequena em que trabalhei e que tinha cerca de 15 funcionários

As personagens não são muito bem trabalhadas. São rasas, mas acho que faz parte da proposta. Tudo fica bem na superfície como os encontros casuais que acontecem na nossa vida. Quantas pessoas não passam diariamente por nós e, da mesma maneira ligeira que entram, saem.

Muitas vezes, quando ando perdida pelas ruas em São Paulo ou mesmo aqui, reparo em alguns rostos e penso: “será que está ali o amor da minha vida e vai passar sem que eu troque uma palavra com ele” ou “poderíamos ser amigas e hoje você toparia ir ao bar comigo para darmos boas risadas” .

Mas essas são pessoas apenas passaram e hoje nem mesmo de seus rostos eu me lembro. E é um pouco disso que o filme trata: das oportunidades que deixamos passar e dos caminhos que escolhemos seguir sem saber ao certo se o que deixamos os para trás era o melhor ou se o que virá na próxima esquina poderá ser melhor ainda.

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