não sei, só sei que foi assim


Foi assim, há 12 anos, quando eu decidi fazer parte do grupo de teatro no colégio onde estudava. Precisamos escolher uma peça para apresentar no fim do ano e a Ana, diretora do grupo, chegou com quatro textos de Suassuna: Auto da compadecida, A farsa da boa preguiça, O santo e a Porca e A pena e a lei. Selecionamos trechos das três peças e montamos o Mamulengo do Cheiroso, com esquetes intercaladas com músicas, dança e poesia. 

Eu e mais quatro amigos éramos as figuras que apresentavam e fechavam cada ato dando a introdução e o encerramento dos trechos das peças declamando um poeminha como os da literatura de cordel — alguns que eu mesma escrevi. O de encerramento era como se fosse a moral da história.

Eu não sei, só sei que foi assim que entrei em contato com a genialidade de Suassuana, com a magia do teatro e me apaixonei pela literatura. Nos palcos, eu subi mais poucas vezes. Mas do teatro, da literatura e do texto do autor do célebre o Auto da Compadecida eu nunca mais me separei. 

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