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de onde eu te vejo


Artistas não morrem. Eles seguem imortais em nossa imaginação e nas obras que fizeram e que vão perpetuar além da suas passagens pela terra. A morte prematura do ator Domingos Montagner fez muitos pensarem na fragilidade do ser humano e como a vida é um sopro, como diria Oscar Niemeyer. O rio passou e levou esse ator que vinha conquistando cada vez mais espaço na TV e no cinema. Mas a obra dele fica. E por isso resolvi relembrar um filme dele que vi no começo dessa ano. De onde eu te vejo não é o melhor filme dele, nem do ano. Mas é um dos longas mais delicados que vi. Trata de amor, da cidade que mais amo e ainda sobre minha profissão. É impossível não se identificar com Fábio (personagem de Montagner), ainda mais quando você é casada com um.🙂 É para aqueles dias que você só quer um filminho para relaxar.

Domingos, de onde eu te vejo, você vai ser o mocinho e herói de muitas histórias. Porque eu vou vê-lo no Viva, no Vale a Pena Ver de Novo e no Netflix. Como disse, atores não morrem. São eternos graças a esse talento que se converte em arte. E da tela de onde eu te vejo, você vai viver para sempre.

Ana (Denise Fraga) é arquiteta e veio do Rio para São Paulo porque achava a cidade feia e queria deixá-la bonita. Mas acabou indo trabalhar numa construtora e seu papel hoje é demolir construções antigas (algumas delas lindas e clássicas) para a construção de novos empreendimentos de fachadas de vidro. Fábio (Domingos Montagner) é jornalista das antigas, apegado às suas coisas e ao passado e vive a crise da imprensa. Depois de 20 anos de casados, o casal decide não continuar mais juntos. Separados por uma rua e pela vontade de Ana em conhecer algo novo, os dois vão morar em apartamentos vizinhos e seguem observando um a vida do outro pela janela. Divertido, delicado e sensível, o filme também faz uma declaração de amor para nossa feia e querida São Paulo. Uma cidade aparentemente impenetrável, mas que, nas esquinas e becos, você pode encontrar sempre uma novidade em um amor antigo. Ou descobrir um antigo amor em uma novidade.

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