dia dos namorados – playlist


Estou escrevendo muitos posts sobre música e esse será mais um. Hoje, dia dos namorados, merece uma playlist especial. E resolvi homenagear o broto tornando pública algumas músicas que eu pensei deixar rolar durante um jantarzinho pra lá de especial que será preparado por moi. Já presentei o Fábio com muitos CDzinhos especiais com canções que permearam/permeiam a nossa relação. E esse é apenas mais um para nossa coleção. A diferença é que esse será o mais meloso que eu já gravei. São músicas que eu sempre acho que a gente pode dançar juntinho, de rosto colado, sentindo só um ao outro.  A gente já bailou ao som de algumas com a honra de ouvir os cantores ao vivo. Como a que abre essa sessão!

***

Quando Teresa Cristina cantou “Música Suave”, em seu show em homenagem ao RC, não resisti e tirei o rapaz para dançar. Morto de vergonha, ele aceitou arriscar os dois para cá, dois para lá  no cantinho da plateia.

***

A gente já viu a Roberta Sá cantando, mas ela estava mais para o samba do que para a bossa. Nesse seu novo CD, ela canta um música perfeita para dançar juntinho. Daquelas lentas, gostosas… E ouvindo agora, acho que tem até muito a ver com o começo confuso do meu relacionamento. Mas que bom, Fábio, que você surgiu, me olhou assim e não me deixou ir embora em um tal café… 😉

***

Eu não gosto muito de Juno, mas em domingo frio, em que o namorado estava de plantão e nada que estava passando na TV prestava, eu não tive alternativa. Minha visão sobre o filme não mudou, mas achei tãããoo fofa aquela cena final dos dois cantando. E o que é o amor, senão ver naquela pessoa, que pode ser a mais comum pra humanidade inteira, o ser mais especial do mundo?

***

Claro que a minha playlist tem muito mais música do que as que estão aqui. Mas não quero essa lista não fique gigantesca e nem que todo o meu presente que será entregue à noite seja totalmente revelado. 😉 Por isso, encerro com uma música genérica (que nunca ouvimos juntos. E acho que o Fábio nem a conhece) para todos os casais apaixonados que estiverem coladinhos ou separados nesse 12 junho. Porque todos os relacionamentos são construídos pouco a pouco no “vai e vem vai e não para nunca mais.” Ah, l’amour… s2

Anúncios

quando o canto é a reza – roberta sá e o trio madeira brasil


O reality show que eu mais gostava era o Fama. (Pasmem: em um momento de crise vocacional, eu até cogitei me inscrever para tentar uma vaguinha. Pai, obrigada por ter me desmotivado). Bom, mas Roberta Sá foi uma das que tiveram coragem e foi para academia. Eu, no entanto, não guardo qualquer registro da cantora no programa. Para isso existe o Youtube!

Quem me apresentou a cantora foi a minha querida amiga Ju Alquéres, nos velhos tempos de Esquinas. E logo me apaixonei por suas versões delicadas.

Para começar 2011, fui bem acompanha ao show do seu novo CD Quando o canto é a reza, com o Trio Madeira Brasil. Roberta, com todo seu encanto, fez uma apresentação cheia de bossa e de samba, que, com certeza, trouxe boas novas ao meu ano que se iniciava.

Quem de tempo será tem de ser

É arte: adoro os figurinos da cantora. Vestidos que eu gostaria de ter em casa. Parecem que foram feitos por uma fada madrinha de tão delicados

É fato: Roberta encadeou a choperia do Sesc Pompéia. Ninguém ali estava doente do pé. Todos estavam saltitante, como se o chão estivesse em brasa.

Roberto Silva, 90 anos – a falsa baiana


Eu não sabia quem era Roberto Silva até abrir o jornal hoje de manhã. Neste domingão ensolarado, o sambista está completando 90 anos e descobri que ele é foi o intérprete de uma série de sambas que eu ADORO. Entre eles, “Falsa Baiana”. Porque eu sou uma “falsa baiana”. Venho de uma família baianíssima, mas odeio praia, calor, vatapá, acarajé e a família Magalhães. Mas adoro Gal, Gil, Caetano, Olodum, Jorge Amado, tapioca, dormir na rede, vestir branco e fitinhas do Sr. do Bonfim. No entanto, ao contrário do que diz a música, que a “falsa baiana” seria aquela “que entra na roda e só fica parada”, eu não sei ficar parada quando ouço um cavaquinho e tamborim. Claro que eu não tenho o gingado das baianas verdadeiras, mas eu herdei algum gene da minha vó, ou do meu pai, que me faz “dá nó nas cadeiras”. Parabéns, príncipe do samba!

PS.: Aos que acham que o Paulinho da Viola é o príncipe do samba, ele mesmo corrige: “Príncipe é Roberto Silva. Eu sou só um vassalo”.